Transnordestina: o desafio de concluir | Odorico Monteiro
16 de dezembro de 2016

Transnordestina: o desafio de concluir

O sonho de uma ligação estratégica entre o sertão e o litoral não pode parar. A Transnordestina, obra inaugurada em 2006 pelo então presidente Lula, beneficiando 81 municípios sendo 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 em Pernambuco, foi pensada para ser a maior ferrovia da América Latina. A obra tem que seguir o seu curso e ser priorizada, fazendo jus ao que representa para povo nordestino.

A ferrovia, com 2.304 Km de extensão, vai ligar a cidade de Eliseu Martins (PI) aos portos do Pecém (CE) e Suape (PE). Entretanto, apenas cerca de 50% saíram do papel e a previsão de conclusão das obras, que inicialmente era para o 2010, ficou para 2022, isso, caso os trabalhos continuem.
No Ceará, são 526 Km de ferrovia entre o município de Missão Velha até o Porto do Pecém. A obra emprega mais de 3,5 mil pessoas, direta ou indiretamente e foi o trecho que mais avançou entre os três estados, com aproximadamente 55% de execução.

A Transnordestina representa crescimento econômico, social e a integração do Nordeste. O transporte de 12,5 toneladas de grãos e minérios vai elevar a competitividade da produção agrícola e atrair investimentos. Somando-se a isso há também a capacidade de gerar 500 mil novos empregos e melhorar a qualidade do ar, com o trem, uma alternativa menos poluente.
Muito recurso e esperança foram investidos nesse projeto. A obra tem o papel de desenvolvimento regional, fomentando uma articulação dinâmica entre os estados nordestinos, que ampliarão sua capacidade de gerar riqueza para o país.
Por isso, representantes das bancadas do Ceará, Piauí e Pernambuco na Câmara dos Deputados estão unidos na defesa da continuidade das obras. Em audiência pública recente solicitamos a liberação de recursos; pagamento dos atrasados; substituição das construtoras; captação de investimentos privados e aporte do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste.
Vamos acompanhar e lutar para que sejam concluídos os 1.753 km restantes da Transnordestina. É nosso dever estarmos empenhados em mediar, junto ao governo federal e iniciativa privada, alternativas para vencer os desafios e entregá-la pronta a abrir novos caminhos para o Nordeste.

Odorico Monteiro
Dep. Federal

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