Polos Tecnológicos trazem desenvolvimento ao Ceará | Odorico Monteiro
2 de dezembro de 2016

Polos Tecnológicos trazem desenvolvimento ao Ceará

Durante anos o Ceará teve apenas uma universidade federal. Mas hoje são três Instituições de Ensino Superior federais: Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Cariri e Unilab. A expansão levou à interiorização com campi temáticos, como o Campus da UFC em Quixadá, que abriga cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação.

O Campus foi pensado para estimular a pesquisa científica e tecnológica em TIC. São ofertadas 300 vagas/ano para Sistemas de Informação; Engenharia de Software; Redes de Computadores; Ciências da Computação; Engenharia de Computação e Design Digital. Estar agrupados possibilita a oferta comum de disciplinas, uso de laboratórios e acervo bibliográfico. Porém o maior ganho é o fortalecimento da área na região.

Com o intuito aproveitar esse cenário é que estamos articulando a criação de um Polo Tecnológico em TIC no Sertão Central. Não basta a oferta de vagas, é preciso criar oportunidades para que o mercado absorva essa mão de obra qualificada. Hoje quando uma empresa pretende se instalar, olha primeiro para a universidade. Não é à toa que Campinas é o sexto PIB do Brasil.

Por isso mobilizamos para uma visita técnica à UFC Quixadá representantes da Câmara dos Deputados, por meio da Comissão de Ciência & Tecnologia e Comissão de Educação; Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência & Tecnologia e Adece; Ministério das Comunicações; Ministério da Educação; e a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), que inclui gigantes como Google, Facebook e Oracle.

O primeiro passo é conferir in loco a infraestrutura e, a partir daí, discutir estratégias de fortalecimento da pós-graduação, com mestrado e doutorado; atração de investimentos como a criação de startups, incubadoras de empresas, para que os estudantes possam desenvolver seu talento.

O Ceará tem condições de despertar o interesse de grandes investidores. A Companhia Angola Cables, por exemplo, anunciou o início das obras para a estação de conexão de cabos submarinos e datacenter em Fortaleza, que será a saída brasileira para a rota até Luanda. Isso demanda ampliação da equipe no Brasil.

A implantação do Polo Industrial e Tecnológico da Saúde, tendo a Fiocruz como âncora, já é uma realidade. No início de 2017 o complexo do Eusébio será inaugurado e em breve teremos a implantação da Bio-Manguinhos, primeira fábrica de vacina de base vegetal da América Latina. Lutamos por esse projeto desde 2006. Com a instalação de indústrias do setor e fortalecimento da produção científica, o nosso estado estará na vanguarda da produção tecnológica em saúde.

A interação entre pesquisa e desenvolvimento é exitosa no mundo. Teoria e prática caminham lado a lado rumo ao sucesso. É preciso valorizar essa ambiência no nosso Sertão Central e potencializar o que temos de melhor! A inteligência, a determinação e a capacidade criativa da nossa gente.

 

Odorico Monteiro 

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