Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais | Odorico Monteiro
28 de julho de 2016

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais

Algumas doenças mobilizam milhares de pessoas no mundo inteiro. O câncer é uma delas. Nos últimos tempos ouvimos falar muito em Dengue, Chikungunya e Zika. Mas o que estas doenças têm em comum além de poderem levar a óbito? Todas são frequentemente debatidas e estudas em inúmeros laboratórios espalhados nos mais diversos países do mundo. Falamos tanto de algumas enfermidades, que acabamos negligenciando outras. As hepatites virais, por exemplo, são constantemente ignoradas.

O Brasil reconheceu a importância da hepatite e, em 2010, apresentou à Organização Mundial da Saúde – OMS, durante a 63ª Assembleia Mundial da Saúde, uma proposta de reconhecimento do impacto dos números registrados da doença. Foi aprovada, então, uma resolução que estabeleceu o dia 28 de julho como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. E é neste período, geralmente, que acontece a maioria dos eventos a fim de alertar a população sobre essa perigosa e silenciosa doença que afeta mais de 2 milhões de brasileiros, dos quais menos de 5% são tratados.

De acordo com o Ministério da Saúde, são 3 milhões de brasileiros contaminados. De 2000 a 2010, foram mais de 300 mil casos notificados. Neste mesmo período, 37 mil pessoas foram a óbito. Um a cada três transplantes de fígado decorrem por complicações da hepatite C, que é a modalidade mais letal, causando 70% dos óbitos. Hoje, felizmente, mais de 90% dos casos de hepatite C são curáveis.

Segundo a ABPH – Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite, existem 7 tipos de hepatites. Sendo os tipos A, B e C, os mais comuns. Os sintomas, a gravidade e o tratamento são específicos para cada tipo.

Mas o que é, de fato, esta doença da qual pouco sabemos e que mostra números tão assustadores? A hepatite é uma infecção que acomete o fígado, fazendo-o perder suas funções e prejudicando consideravelmente o funcionamento do corpo. As formas de transmissão são inúmeras, entre elas, contato sanguíneo, relações sexuais, o uso de drogas injetáveis, doenças hereditárias, alimentos ou água contaminada, acumulo de gordura e uso excessivo de bebidas alcoólicas e de medicamentos. Por isso a importância de se fazer exames periódicos que detectem a doença. A melhor forma de prevenção é evitar os fatores de risco e tomar as vacinas existentes.

Por ser uma doença silenciosa, a hepatite nem sempre apresenta sinais. Mas ao se manifestar, os sintomas são cansaço, febre, mal estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Nos casos mais avançados, concentração de líquido no abdômen, icterícia e confusão mental.

Na tentativa de minimizar a dor daqueles que sofrem com esse mal, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 02784/2003, que prevê a inclusão da hepatite C na relação de doenças graves passíveis de aposentadoria por invalidez. O PL está na pauta da Comissão de Finanças e Tributação para aprovação. Não há como negar que este é um importante tema na saúde pública, que precisa não só de um dia para ser lembrado, mas de uma especial atenção de todos, inclusive do poder legislativo.

 

Comentários