Dilma garante recursos de R$ 619 milhões para o Cinturão das Águas | Odorico Monteiro
3 de maio de 2016

Dilma garante recursos de R$ 619 milhões para o Cinturão das Águas

Uma das grandes intervenções para aumentar a segurança hídrica para o Ceará ganhou novo impulso com reforço de verbas no valor de R$ 619 milhões. O montante, garantido pelo Governo Federal por meio do Ministério da Integração Nacional, foi publicado no Diário Oficial da União e vai garantir o avanço das obras do Cinturão das Águas (CAC).

O governador Camilo Santana destacou a segurança hídrica como prioridade da gestão e o apoio do Governo Federal para levar água para todo o Ceará. “Como estamos enfrentando o quinto ano seguido de chuvas abaixo da média, essa notícia das novas verbas para o Cinturão das Águas é motivo de muita alegria e esperança. Não medirei esforços para garantir água para todos os nossos irmãos e irmãs cearenses”, afirmou.

“Com esses recursos, nós podemos concluir na totalidade os 146 quilômetros do chamado Trecho 1, que vai levar água do final do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco até Nova Olinda, no Cariri”, reforçou o secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira.

O deputado federal Odorico Monteiro (Pros-Ce), que integra a Comissão de Acompanhamento das obras de Transposição do Rio São Francisco, ressalta o compromisso dos governos Camilo e Dilma com a segurança hídrica do povo cearense. “O Governo Federal reafirma seu modelo focado no bem estar social e, ao lado do governador Camilo, vai fechando a tela que garantirá a segurança hídrica do nosso povo”, comenta.

Esse primeiro trecho, além de atender às cidades do Cariri, vai levar as águas do São Francisco ao Rio Cariús, e dali ao Açude Orós. A expectativa é que a chegada das águas do São Francisco aconteça em ainda este ano. O CAC terá relevante papel na distribuição de água para boa parte do sertão cearense.

No Trecho 1, o equipamento vai beneficiar mais de um milhão de pessoas na Região do Cariri, atendendo diretamente às cidades de Jati, Brejo Santo, Porteiras, Abaiara, Missão Velha, Barbalha, Crato, Nova Olinda, Milagres, Farias Brito, Lavras da Mangabeira, Iguatu, Icó, Orós, Mauriti, Aurora, Cariús e Quixelô.

Histórico 

A concepção preliminar do CAC teve origem no final dos anos 1990, no âmbito dos extensos estudos de “Inserção Regional” do Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco (PTRSF) para o Nordeste Setentrional. Foi traçado um canal que praticamente circundaria os limites sul e oeste do Estado. À época, rotulou-se essa ideia de “Cordão de Água”.

Em março de 2009, a SRH contratou o “Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica, Estudo Ambiental e Anteprojeto do Trecho Jati-Cariús” para o que, então, denominou-se de Cinturão de Águas do Ceará (CAC).

 

Com informações do Governo do Estado do Ceará

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